terça-feira, 30 de setembro de 2014

Pelotas tem seu turismo valorizado


Na semana do Dia Internacional do Turismo, que se comemora no dia 27 de setembro, saiu o resultado de uma pesquisa encomendada pela Secretaria de Turismo do Rio Grande do Sul, em 2013. O estudo, realizado pela Fundação Getúlio Vargas (FGV), buscou averiguar a capacidade turística pelotense e sua evolução. Representantes do setor e lideranças do Executivo, como a Secretaria de Desenvolvimento Econômico e Turismo (Sdet) e a Secretaria de Cultura (Secult) reuniram-se para receber o resultado.

Pelotas recebeu a classificação nível 4, em uma escala que vai de 1 a 5. O objetivo do estudo é identificar acertos e falhas, não servindo de comparativo entre cidades, para que assim os municípios possam corrigir seus erros, qualificando os serviços e atendendo da melhor forma seus turistas. Para o secretário Fernando Estima (Sdet), as informações obtidas pela pesquisa irão contribuir com as ações dos produtos turísticos do Município. Temas como acesso, estrutura de mercado e desempenho da economia local, infraestrutura, transportes, equipamentos e serviços turísticos, marketing e sustentabilidade foram analisados. Porém, os assuntos que obtiveram abordagens mais relevantes foram a capacidade empresarial, os aspectos sociais, ambientais e culturais.

Para destacar a capacidade empresarial, a qualidade da educação a partir de universidades voltadas para as áreas do turismo foram citadas. No entanto, de acordo com o estudo, as hospedagens deixam a desejar, pois possuem pouca disponibilidade. Já as medidas sociais abrangem ações contra a exploração sexual (que ocorriam principalmente nos arredores do centro histórico da cidade), investimentos em cidadania e educação. A falha é o uso de mão de obra informal em alta temporada.

Sobre o meio ambiente, apesar de Pelotas ter indústrias poluentes, os órgãos responsáveis têm se preocupado com o tema e tomado providências para reduzir os danos ao ambiente.   Contudo, a questão primordial foi sobre cultura, por ter maior ligação com turismo. Além de Pelotas ter muitos prédios, casarões e praças que recontam a história dos imigrantes que a construíram, os hábitos e costumes do lugar de onde eles vieram se refletem até hoje no cotidiano dos pelotenses. Como exemplo, podemos lembrar dos Doces de Pelotas, muitos feitos à base de ovos, herança da gastronomia portuguesa. As manifestações religiosas e o registro do patrimônio material pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan), contribuíram para essa valorização do turismo. Porém as atividades imateriais e seus patrimônios não são monitorados pelo Iphan.


quarta-feira, 17 de setembro de 2014

Museu Oceanográfico - Rio Grande - RS

 
            Fundado em 1953, pelo professor Eliezer de Carvalho Rios, o Museu Oceanográfico não leva somente ao conhecimento marítimo, mas à história da cidade do Rio Grande, que está inteiramente ligada ao mar. Cerca de 41 pessoas trabalham para manter o local em funcionamento, entre eles funcionários da Fundação Universidade Rio Grande e terceirizados. Todo ano ao menos 50 mil pessoas passam pelo complexo de museus

            Pertencente à Fundação Universidade Federal do Rio Grande (FURG), toda a estrutura dá suporte necessário para estudantes de biologia e, principalmente, oceanologia. De acordo com o diretor Lauro Barcellos “é conhecido mundialmente por conta do trabalho desenvolvido pelo professor Eliezer Rios sobre malacologia (estudo dos moluscos e conchas), não somente no Brasil como no mundo, a biodiversidade. Então essa primeira arrancada do museu deu-se através dos estudos sistemáticos tanto dos peixes, quanto dos moluscos e algas. Porque naquela época não se falava em educação ambiental, em preservação ambiental, não se falava nada sobre o meio ambiente. Isso tudo é muito moderno, depois de 1970 que a gente começa a falar sobre isso. Hoje uma pessoa jovem, de 15, 16, 17, 20 anos já conversa sobre o meio ambiente, já sabe muito bem da importância de manter o meio ambiente saudável e em condições para que seja possível existir a vida nesses espaços naturais. O museu oceanográfico então começa a falar sobre isso, foi aqui, neste lugar, que se falou primeiramente sobre isso”.
 
Homem e natureza em plena harmonia é característica do Museu Oceanográfico (foto: Daniel Corrêa)
 
            E essa importância destacada pelo museólogo Lauro Barcellos é presente até hoje, quando as escolas estaduais e municipais de Rio Grande e região trazem seus alunos para conhecer um pouco desta história, que pode ser contada de forma muito real para os pequenos cidadãos. “Muitos deles não tem a oportunidade de sair da comunidade onde vivem para fazer este passeio. Isso favorece a um olhar mais cientifico, mais acadêmico, e a observar a diversidade de peixes e animais marinhos. É um passeio que fica marcado, eles vem na expectativa de ver o leão marinho que é uma história aqui na nossa cidade, o peixe de óculos, então isso tudo deixa eles encantados” explica a professora Cristiane Lima da escola municipal Ramiz Galvão. Ela conclui explicando que “essa vinda aqui propicia, depois, que a gente trabalhe uma infinidade de assuntos dentro da sala de aula e que eles vão conseguir fazer relação com o que viram, com as experiências que eles vivenciaram”.
            O grande destaque do museu oceanográfico é o leão marinho chamado Ipirelo. Ele foi encontrado ainda jovem dentro da tubulação de uma indústria e encaminhado ao centro de tratamento dos animais marinhos, localizado dentro do museu. Ipirelo acabou não se adaptando à vida marinha e permaneceu no local, onde é cuidado diariamente.
            Aos interessados, o museu fica aberto das 9h às 11h30min e das 14h às 18h, de terça-feira a domingo, tendo gratuidade neste último. Ele se localiza  Yatch Clube Rio Grande, na rua Capitão-Tenente Heitor Perdigão, nº 10 – Centro.