Fundado
em 1953, pelo professor Eliezer de Carvalho Rios, o Museu Oceanográfico não
leva somente ao conhecimento marítimo, mas à história da cidade do Rio Grande,
que está inteiramente ligada ao mar. Cerca de 41 pessoas trabalham para manter
o local em funcionamento, entre eles funcionários da Fundação Universidade Rio
Grande e terceirizados. Todo ano ao menos 50 mil pessoas passam pelo complexo
de museus
Pertencente à Fundação Universidade Federal do Rio Grande (FURG), toda a estrutura dá suporte necessário para estudantes de biologia e, principalmente, oceanologia. De acordo com o diretor Lauro Barcellos “é conhecido mundialmente por conta do trabalho desenvolvido pelo professor Eliezer Rios sobre malacologia (estudo dos moluscos e conchas), não somente no Brasil como no mundo, a biodiversidade. Então essa primeira arrancada do museu deu-se através dos estudos sistemáticos tanto dos peixes, quanto dos moluscos e algas. Porque naquela época não se falava em educação ambiental, em preservação ambiental, não se falava nada sobre o meio ambiente. Isso tudo é muito moderno, depois de 1970 que a gente começa a falar sobre isso. Hoje uma pessoa jovem, de 15, 16, 17, 20 anos já conversa sobre o meio ambiente, já sabe muito bem da importância de manter o meio ambiente saudável e em condições para que seja possível existir a vida nesses espaços naturais. O museu oceanográfico então começa a falar sobre isso, foi aqui, neste lugar, que se falou primeiramente sobre isso”.
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| Homem e natureza em plena harmonia é característica do Museu Oceanográfico (foto: Daniel Corrêa) |
E
essa importância destacada pelo museólogo Lauro Barcellos é presente até hoje,
quando as escolas estaduais e municipais de Rio Grande e região trazem seus
alunos para conhecer um pouco desta história, que pode ser contada de forma
muito real para os pequenos cidadãos. “Muitos deles não tem a oportunidade de
sair da comunidade onde vivem para fazer este passeio. Isso favorece a um olhar
mais cientifico, mais acadêmico, e a observar a diversidade de peixes e animais
marinhos. É um passeio que fica marcado, eles vem na expectativa de ver o leão
marinho que é uma história aqui na nossa cidade, o peixe de óculos, então isso
tudo deixa eles encantados” explica a professora Cristiane Lima da escola
municipal Ramiz Galvão. Ela conclui explicando que “essa vinda aqui propicia,
depois, que a gente trabalhe uma infinidade de assuntos dentro da sala de aula
e que eles vão conseguir fazer relação com o que viram, com as experiências que
eles vivenciaram”.
O grande
destaque do museu oceanográfico é o leão marinho chamado Ipirelo. Ele foi
encontrado ainda jovem dentro da tubulação de uma indústria e encaminhado ao
centro de tratamento dos animais marinhos, localizado dentro do museu. Ipirelo
acabou não se adaptando à vida marinha e permaneceu no local, onde é cuidado
diariamente.
Aos
interessados, o museu fica aberto das 9h às 11h30min e das 14h às 18h, de
terça-feira a domingo, tendo gratuidade neste último. Ele se localiza Yatch Clube Rio Grande, na rua
Capitão-Tenente Heitor Perdigão, nº 10 – Centro.

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