Na semana do Dia Internacional do Turismo, que
se comemora no dia 27 de setembro, saiu o resultado de uma pesquisa encomendada
pela Secretaria de Turismo do Rio Grande do Sul, em 2013. O estudo, realizado
pela Fundação Getúlio Vargas (FGV), buscou averiguar a capacidade turística
pelotense e sua evolução. Representantes do setor e lideranças do Executivo,
como a Secretaria de Desenvolvimento Econômico e Turismo (Sdet) e a Secretaria
de Cultura (Secult) reuniram-se para receber o resultado.
Pelotas recebeu a
classificação nível 4, em uma escala que vai de 1 a 5. O objetivo do estudo é identificar acertos e
falhas, não servindo de comparativo entre cidades, para que assim os municípios
possam corrigir seus erros, qualificando os serviços e atendendo da melhor
forma seus turistas. Para o secretário Fernando Estima (Sdet), as informações
obtidas pela pesquisa irão contribuir com as ações dos produtos turísticos do
Município. Temas como acesso, estrutura de mercado e desempenho da economia
local, infraestrutura, transportes, equipamentos e serviços turísticos,
marketing e sustentabilidade foram analisados. Porém, os assuntos que obtiveram
abordagens mais relevantes foram a capacidade empresarial, os aspectos sociais,
ambientais e culturais.
Para destacar a capacidade empresarial, a
qualidade da educação a partir de universidades voltadas para as áreas do
turismo foram citadas. No entanto, de acordo com o estudo, as hospedagens
deixam a desejar, pois possuem pouca disponibilidade. Já as medidas sociais
abrangem ações contra a exploração sexual (que ocorriam principalmente nos
arredores do centro histórico da cidade), investimentos em cidadania e
educação. A falha é o uso de mão de obra informal em alta temporada.
Sobre o meio ambiente, apesar de Pelotas ter
indústrias poluentes, os órgãos responsáveis têm se preocupado com o tema e tomado
providências para reduzir os danos ao ambiente. Contudo, a questão primordial foi sobre
cultura, por ter maior ligação com turismo. Além de Pelotas ter muitos prédios,
casarões e praças que recontam a história dos imigrantes que a construíram, os hábitos
e costumes do lugar de onde eles vieram se refletem até hoje no cotidiano dos
pelotenses. Como exemplo, podemos lembrar dos Doces de Pelotas, muitos feitos à
base de ovos, herança da gastronomia portuguesa. As manifestações religiosas e
o registro do patrimônio material pelo Instituto do Patrimônio Histórico e
Artístico Nacional (Iphan), contribuíram para essa valorização do turismo.
Porém as atividades imateriais e seus patrimônios não são monitorados pelo Iphan.

Nenhum comentário:
Postar um comentário